Ilhas
Anoiteceu.
O metrô sacoleja vicioso.
Meus joelhos doem.
Através das janelas encardidas eu enxergo a cidade.
Luzes.
Luzes amarelas tingem a escuridão.
O vagão está vazio.
Me sinto uma ilha, a milhas de qualquer lugar.
São mais 40 minutos até a segurança egoísta do meu quarto.
Até a confiança etílica de um copo de bebida.
Até meus 30 miligramas de felicidade sintética.
O metrô sacoleja.
Meus joelhos doem.
O coração dói mais.
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