terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Ilhas



Anoiteceu.

O metrô sacoleja vicioso.

Meus joelhos doem.

Através das janelas encardidas eu enxergo a cidade.

Luzes.
Luzes amarelas tingem a escuridão.

O vagão está vazio.
Me sinto uma ilha, a milhas de qualquer lugar.

São mais 40 minutos até a segurança egoísta do meu quarto.
Até a confiança etílica de um copo de bebida.
Até meus 30 miligramas de felicidade sintética.

O metrô sacoleja.

Meus joelhos doem.

O coração dói mais.

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