Eu entendo.
Bate Charlie. E é ruim...
Gostar de alguém é um problema. Quando você se apaixona, meu amigo, aí já era...
Sabe aquela necessidade de ficar perto, de se sentir acarinhado, gostado, único?
É culpa da dopamina e da norepinefrina. Dois hormônios que causam aquela sensação de euforia gostosa, aquele brilho nos olhos... e borboletas no estômago.
Gostar de alguém aumenta a produção desses hormônios - deixando seu organismo dependente dele. Como uma droga mesmo.
Quando você é rejeitado, seu organismo pára, do nada, a produção de dopamina e norepinefrina.
Ficar triste e se sentir deslocado não é frescura. É só uma crise de abstinência causada por essa "perda". É tão angustiante quanto largar um vício.
Como seu organismo vai compensar produzindo cortisol (um outro hormônio, fabricado quando somos expostos ao stress contundente), o esgotamento físico e psicológico pode te levar a virar noites em claro.
Dormindo quase nada.
Mas isso não é tudo. Seu mau humor vai se transformar, aos poucos, em amargura.
Depois de um tempo seu organismo vai precisar mais de dopamina. A falta dela vai fazer cair sua taxa de serotonina. A queda da serotonina vai te levar a depressão.
Você vai perder a vontade de comer, de sorrir, de sair com seus amigos.
O cortisol vai continuar tem mantendo ligado, sua imunidade vai cair e você vai adoecer.
As áreas do cérebro responsáveis pela "dor" sentimental são as mesmas áreas responsáveis pela "dor" física.
Então, não se esqueçam: um coração partido dói de verdade.
Dúvida?
Leia Uma teoria Geral do Amor, de Thomas Lewis, Richard Lannon e Fari Amini

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