domingo, 28 de setembro de 2014

Deve ser chato ser uma ovelha

E você, já parou pra pensar em como é chato ser uma ovelha?

Oi, boa noite. Ou bom dia. 
Depende da sua interpretação (e do seu bom humor). Na realidade, depende mais do horário que você está lendo (e não do horário do meu post, 01h45min).

Não vai rolar poema hoje. 
Talvez role, mas não nesse post em especial.

Bem, hoje eu decidi avaliar minha vida sob uma ótima um pouco diferente.

Digamos que meus irmãos já colecionam porres memoráveis em suas vidas, algumas experiências  extremas e - claro - alguns arranhões a mais aqui e acolá. Já se desligaram de sua realidade (e de seus corpos) algumas vezes e acordaram sem saber o que tinham feito. Mas estevam felizes.
Ao passo em que eu, muito mais velho e - na teoria - mais vivido, devo ter enchido a cara de verdade uma ou duas vezes, mas sempre preocupado com a responsabilidade do dia seguinte e cuidando pra não esquecer do despertador.

Bem, não é que encher a cara seja o suprassumo das coisas legais da vida. Nem que não lembrar das merdas que você fez seja uma experiência transcendente.
Mas quando comparo a minha vida com eles percebo que gastei tempo demais com coisas que não eram tão importantes. 
Uma estrutura social, uma carreira de respeito, a responsabilidade de cuidar do dinheiro dos outros.
E claro, com pessoas que no fim, não eram tão importantes.

E minha vida adulta, em resumo, foi uma puta chatisse.
Claro que houveram coisas boas. E que eu aprendi muito com todas elas.
Sabe, o processo de se foder e aprender com isso tem um nome bem bonito, que é experiência.

E eu aprendi demais. Mas hoje, faltando pouco (quase nada) pra eu chegar nos 30, eu entendo que joguei fora quase 10 anos vivendo para os outros. E não pra mim mesmo.

Como uma ovelha. 

Você nasce, é enjaulado. Os caras vem um dia, levam seu cabelinho legal e te deixam pelado.
Aí você come sua graminha, dá uns rolês no pasto... Fica cabeludão. Os caras cortam seu cabelinho.
Um dia você morre. Te jogam fora. Isso quando não te usam de tapete. Ou numa bota.

Enfim.
Você vive pra um monte de gente.
Mas não pra você.

E não tem epitáfio no final. Nem uma menção. Só acaba. 

Então, se chegou até aqui, acho que minhas palavras importam (um mínimo) pra você.
E se eu posso te ensinar algo hoje, lá vai, meu caro.

Viva apenas para ser feliz. 
Aprenda a se contentar em si mesmo, em encontrar prazer no que te faz bem.

Não busque a aprovação de ninguém. Um dia você vai estar sozinho com sua consciência, e vai perceber que é com ela que você precisa se preocupar.

Não deixe de procurar a felicidade em outras pessoas. Amar alguém é ótimo. Mas não faça dessa pessoa o arquiteto da sua alegria. Esse papel é seu.

Aprenda a valorizar quem te valoriza. Não quem te bajula.
Aprenda, principalmente, a diferenciar as duas coisas.

Planeje sua vida como um filme.
Não importa quem financia. Se a bilheteria for ruim, a culpa terá sido só sua. Então escreva uma bela história. No fim das contas, é só o que importa.

Você pode se tornar CEO de uma multinacional, morar numa cobertura e ostentar um importado na garagem. Mas todos os dias quando você passar pelo cara da faxina, que mal terminou o ensino fundamental, que recebe um salario mínimo e meio por mês e que mora num cortiço no subúrbio... e nunca tira o sorriso do rosto... você vai se sentir fracassado.

Porque o status quo, no fim, serve mais para os outros do que pra você mesmo.
Então, desligue um pouco.

Viva o que você quer viver.
Não como manda a cartilha.

Não seja uma ovelha.

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