Poucas coisas podem te fazer crescer tanto, em tão pouco tempo, quanto um relacionamento. E ele não precisa ser, necessariamente, afetivo.
Crescemos quando lidamos com nossos irmãos. Amigos. Quando temos rusgas com os nossos pais. Quando nos sentimos deslocados e sozinhos, mesmo no meio de uma multidão.
Olhando para o outro somos capazes de nos entender. É uma dança complicada, mas a recompensa é sempre recompensadora. E acredite, você sempre vai se surpreender.
Você acaba entendendo que esse convívio, essa divisão, nem sempre é um mar de rosas. Na verdade, quase nunca é.
O outro tem suas neuras, seus receios, suas obsessões. E o outro, principalmente, não é você.
Dividir o tempo e o espaço com alguém tão diferente, de sabores e humores talvez antagônicos aos seus, vai deixar algumas cicatrizes sim. Você vai acabar se lembrando de um ou outro olhar atravessado, um biquinho na festa da família, um puxão de cabelo na irmã...
Mas não são essas lembranças que tornam essa vida maravilhosa?
Não é o "apesar" a prova capital de que o outro é, de fato, essencial para que você cresça? É uma parte necessária da sua própria vida.
Existem dias de sol e dias nublados.
E talvez o seu verão seja o inverno na vida de alguém. Escolher dividir o frio com o outro é um privilégio.
As vezes o seu fim de semana vai por água abaixo. E o cinema não rola. Nem o boteco. As vezes o show de música deixa de ser uma alternativa, e aquela "noite maravilhosa" pode se tornar uma longa e custosa sessão de desabafos...
Você não pode controlar o céu da vida do seu "amor". Não pode impedir que ele eventualmente fique nublado.
Mas pode escolher esperar com ele na chuva. De mãos dadas.
Se você é capaz de fazer isso por alguém, cultive essas virtudes no seu coração.
E se você tem alguém que escolheu esperar a chuva passar contigo, sorria.
Você não esta sozinho.

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