Apego é uma palavra pequena
Que contrai o que não cabe no peito
E que de repente, foge
Pela boca em poesia
Pelos braços em abraço
E as vezes - escorre pelo olhos
Define o que - talvez - nem exista de fato
Como uma fábula, um delírio
Um sonho que definha e se vai
Levado pelo orvalho da manhã
Uma ideia que nasceu no exílio
Nutrida por uma esperança tão débil
Quanto a razão do seu cuidador
Uma semente plantada ao acaso
Que acolhida numa alma qualquer
Foi sufocado pelo estio dos anos
Ou talvez... Nunca tenha existido
Mas o que de fato foi - e é
É a dor - que fica
E que se aninha onde, deveria
Existir amor
Que é tudo isso
Menos o que eu pensei que fosse.

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