"So I must, let us break free
I can never be what you need
If there was a way, through the hurt then
I would find it.
I take the blows.
Yes I would fight it... but this is the one.
Impossible dream to love.
What am I, If I can't be yours"
Essa é oficialmente a última música de Evangelion. Devo tê-la ouvido quando tinha meus 15, 16 anos. Apesar de achar a adaptação lindíssima (a letra foi composta sobre um arranjo orquestrado que compõe a trilha sonora da obra), sempre me senti deslocado em relação a ela.
Era o tipo de música perigosa. Sempre pensei nela como uma declaração de amor velada, amarga, cheia de sofrimento. Usei ela pra declarar meus sentimentos a uma pessoa no fim da minha adolescência... E... até hoje ela continua sendo relevante.
A última estrofe (citada no começo do verso) sempre foi pra mim uma espécie de carta de alforria.
"Não dá mais. Lamento. Eu vou embora, porque isso é muito mais do que eu aguento."
E de fato foi.
Eu me declarei, e sumi.
Covarde, eu sei. Mas precisava.
Hoje eu escutei essa música durante algumas horas.
E acabei percebendo um erro de calculo. Ou de paralaxe. Um erro de interpretação.
A última estrofe não é um verso de despedida. Não é uma forma de dizer "até breve", muito menos de acabar um romance.
É o contrário disso.
É uma forma de dizer: "Vem comigo. Vem comigo e eu vou fazer das tripas coração pra ti. Vou fazer por você o que ninguém faria. Parece impossível. Parece difícil demais. Mas eu VOU FAZER. POR VOCÊ. Porque eu só existo assim.
Parece impossível. Mas o mundo sem "nós" não tem graça."
Hoje eu estou aqui, quase na casa dos trinta.
E usando essa musica de novo, pra me declarar.
Dessa vez, espero que ela entenda a mensagem.
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