segunda-feira, 20 de abril de 2015

Onze de Outubro

"Sábado
Dia quente
Noite morna
O Yelp nos enganou
Nos perdemos em BH
E o céu estava limpo e lindo
Quase tão bonito quanto você"

Eu não sei quantos quilômetros nós andamos da Caetês até aquele restaurante chique... No Funcionários?
Sei lá. Sou péssimo andando por lá. Por isso nunca solto da sua mãozinha.

Lembra que nessa noite o GPS resolveu parar de funcionar? E o Yelp levou a gente pra um lugar super barra pesada? Nós saímos sem rumo atrás de um lugar pra comer... né?

Até acharmos o restaurante...
Mas foi maravilhoso. Do seu lado, tudo ficava mais gostoso. Tinha aquela moça, tocando Ana Carolina (e eu estava meio incomodado em ter que pagar o couvert), nos sentamos lá no fundo, onde parecia mais reservado. E o maitre apareceu e foi super gentil me ajudando a escolher o prato. E em criar uma atmosfera super romântica pra você e eu.

Você usava uma blusinha preta, leve, super discretinha. Mas que cai perfeita no seu corpo.
Eu - tentando te impressionar - estava com minha Tevah preta e verde, risca de giz, barba feita e cabelo penteado.

O Salmão ao molho de Maracujá estava ótimo.
Eu pedi Ibiza 43 pra mim. Você pediu suco de abacaxi.
Troquei seu pedido por uma saquerinha de morango.
Me lembro dos seus olhos brilhando quando a sua bebida chegou.
Você bebeu como se fosse algo proibido, como se fosse a última bebida no deserto.
Eu acho que era seu primeiro drink né? A primeira bebida só sua.
Era seu "rito de passagem" pra vida adulta.
E me senti tão orgulhoso de estar lá.
Do seu lado, apreciando você.

Seu rostinho ficou vermelho na hora.
Você tropeçou na hora de se levantar.
E depois. E depois, no degrau.

E eu te apoiei até a volta ao hotel.

Você estava tão linda, tão incrível e tão radiante. Foi uma de nossas melhores noites.

Que venham os dias, os meses e os anos.
Eles nunca vão conseguir apagar o meu Onze de Outubro. Maiúsculo mesmo.

Obrigado por dividir aquela mesa comigo.

Que chegue logo dia primeiro.


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